No fundo, trata-se de substituir os meios polos seus supostos fins: Toda a maquinária financieira está destinada unicamente à perpetuaçom da própria maquinária financieira. Nom ao que se supom seriam os objectivos para os que ela se criou: Que a gente tivesse trabalho, saúde e lar.

Holiday e Still loving you som obras mestras do seu gênero, mas estám tam queimadas (que lho digam a Rock & Gol, su padre!) que tento escuitá-las accidentalmente o menos possível. Eis outras baladas douradas dos Scorpions que levam comigo desde hai trinta anos (di-se asinha!):

isto é ciência-ficçom (uh... pois nom)

sem pretender idealizar nada, especialmente o que nom conheço de primeira mão: a 'bíblia' de the valve é de entrada alucinante. um jeito de abordar a dinâmica laboral audaz, que reta todas as preconceições que podamos ter sobre o trabalho nos tempos que correm. rompedora. mas se se pensa, tamém é mui de sentido comum. o que passa é que ninguém se atreve a implementá-lo (eles sim).

suponho que nom lhe vejo de entrada as eivas, e nem digo que se poda aplicar em todos os contextos e para todos os objectivos, mas o facto deles fazerem o documento dinâmivo, nom algo estático e intocável, ajudará a minimizar os inconvenientes que puderem surgir.

este documento deveria ser inspiraçom para qualquer entidade ambiciosa do s.xxi, quer do ámbito público quer do privado. a frustraçom que podes sentir se queres trabalhar bem e fazer cousas novas poderia ser directamente proporcional à distância que separe o teu contorno operativo da filosofia conteúda neste livro...

é um caminho totalmente válido para quem tiver a mente aberta e vontade de realmente trabalhar em equipa para objectivos maiores, sem egocentrismos nem parvadas. chapeau.

(thanks, pablo!)

Ourense-Bosnia. Los Suaves

Su nombre era Isaac
sus cabellos largos
y su vida aún muy corta
Veinte años sólo veinte
amigos, trabajo
família, ilusión
Las lágrimas vivían lejos
¿qué país es ese?
¿en qué mapa está? No importa
lo arrancaron de su casa
y el mal sueño
sin saber cómo empezó
Toques de trompetas
banderas, redobles de tambores
uniformes y estrellas
Le afeitaron la cabeza
le dieron bombas y un fusil
"Vas en misión de paz"
Tras cada soldado
siempre hay una mujer.
Mientras la tierra da vueltas
no hay guerra sin muertos
Las armas se hacen
sólo para matar.

Batallón número tres
"Marca el paso ¡Torpe!". Compañía "D"
Quinta brigada
En la tumba de su boca
su lengua yace muerta
Las granadas estallan
Así es como a Asunción
le quitaron a su hijo
Su vida es vida de nada
un trozo de latón
una calle con su nombre
y un sucio telegrama.

¿Alguna vez ha vuelto alguien
de entre los muertos? Y dijo:
"Mira, allí estoy contento.
Riéndome estoy en una tumba extraña
Por salvar a España
y al mundo he muerto
Mírame cantando himnos
con mi boca llena de gusanos"
Ladrones de tumbas
mentirosos que volveis
a hermanos contra hermanos

Disparad con la esperanza
de hacer huérfanos, viúdas
y madres sin hijos
Jóvenes pobres matan a
jóvenes pobres mientras
cuentan sus ganancias viejos ricos
¿Qué es la patria, dónde está?
Mi carro de hierro
se hunde más y más
¿Qué es la patria, dónde está?
No hay nada en el mundo
por lo que morir o matar.

"Bla, bla, bla, bla, bla" discursos que dicen
"Honor, bandera, patria
noble muerte"
Ellos, que no han muerto nunca
¡aunque merecen
morir mil veces!
¿Qué hay de honor en
no ver amanecer,
piernas destrozadas que saltan por el aire
¿Qué hay de noble en
violar, asesinar, mientras
las ciudades y los pueblos arden?

No crié a mi hijo
para que sea un soldado
No crié a mi hijo
para que sea un criado
Un hombre no nace
para ser un criado
El hombre no nace
para ser un soldado.

 

"¡Tú fumabas hierba! ¿Por qué yo no puedo fumar?"

Fue entonces cuando le dije que nunca en mi vida me había fumado un porro y eso le decepcionó. De repente había destruído la imagen que tenía de mí. Me dijo: "¡Pero si conociste a Hendrix, mamá! ¡Tienes que haberte drogado!". Y lo cierto es que estuve con ellos pero no me drogué porque yo era una sosa.

Joan Baez, umha das maravilhosas insossas que fam do mundo um lugar melhor, entrevistada em Mujer Hoy.

de futebol, livros, política

"(...) No descanso, un directivo, o tamén galego xeneral Gómez Zamalloa, arreoulles no vestiario unha arenga que rematou con un “ya sabéis, ¡cojones y españolía!”. Pahiño non puido evitar rirse ou non contestou o saúdo fascista (hai versións) e prohibíronlle participar no Mundial de 1950. “¡Qué se puede esperar de un futbolista que lee a Tolstoi y a Dostoievski!”, sentenciou o diario Arriba ao futbolista vigués(...)"

Pereiro escreve outro desses artigos polos que a ediçom galega de El País vale a pena.

Aí vem o primeiro de maio e estivem pensando em todo o pessoal que conheço que fai bem o seu trabalho. Sois vós os que fazeis que as cousas funcionem. A rapariga da tafona da esquina. A senhora morena da bilheteira, que sempre me ponho na dela e nom nas outras quatro. As três moças da óptica, orondas, guapas, todo amabilidade. O encargado alto do restaurante no que comemos tantas vezes. E Totó. Dieguito. Hilario ou Teresa na consulta. Cada um/umha no seu. Ti vais ao que lhes compete e fam bem o que devem fazer. Resolvem. Nom criam ulteriores problemas, nom che vêm com lérias. Fam o seu choio e às vezes, com um sorriso de propina, o que nem se lhes pode pedir. Como Dani. Ou o Miguel. Todo isto, no contexto dum mercado laboral cada vez mais hostil e miserável e duns chefes ególatras, trepas e ociosos. Nom pensem nos preguiceiros, Merkelistas, trabalhem para os muitos e muitas que o fam bem.

Depois claro, hai labores persoais e outros colectivos. Num momento em que o jornalismo está na sua crise (permanente) El País é um diário para ler da primeira à última página. Algo estám a fazer bem para que todas as páginas valham a pena ser lidas. Desde fevereiro veu-me quadrando de lê-lo tudo muitos dias e a verdade é que estám a fazer um trabalho caralhudo, tamém pola parte que lhes toca na 'separata' dedicada a Galiza. É um labor necessário, que me fai voltar mais outra vez à magistral liçom do David Simon. Igual que hai que dar paus quando toca, parabéns à equipa, Sr Pereiro, já lho dixem em privado, agora publicamente. Chapeau. 1,30 € bem gastados: Papel do que hai que pilhar.

"A TVG non emite series do estilo de The wire, no canto de reflectir universos galaicos análogos ao arrabaldo de Baltimore (dominado por furavidas e camélidos traficantes) inventa ruralías tan chuscas como irreais, arremedos da Italia de posguerra con Morris no papel dun alcalde comunista nunca visto por estas partes e historias de gángsters máis parecidos a falabaratos de culebrón mexicano que a herois de Coppola."

O que me puidem rir com este artigo. Boíssimo.

Micromanual de tópicos prácticos: Excusas para no ir a la huelga

1.- "Los sindicatos son lo peor y los sindicalistas unos apesebrados."
2.- "No ando precisamente sobrado/a de dinero como para renunciar a un día de paga."
3.- "Es un derecho, no una obligación. Yo defiendo la libertad de los que no van a la huelga. Cada uno es libre de ir o no ir."
4.- "Total, ¡la huelga no sirve para nada...!"
5.- "Este no es el momento adecuado. Había que haberla hecho en (...), entonces sí."
6.- "Si voy a la huelga, me despiden."
7.- "Con la crisis lo que hay que hacer es trabajar más, no trabajar menos. Con la de parados que hay ¡y los que tienen un trabajo no quieren ir a trabajar!"
8.- "Lo que había que hacer era no votarles, antes, en las elecciones. Ahora..."
9.- "Es que en mi trabajo no va nadie a la huelga. Me miran mal."
10.- "Mi forma de protestar es ir a trabajar. Deberíamos hacer huega a la japonesa."
11.- "Soy mi propio jefe/autónomo. No puedo ir a la huelga."

o 29M propuxem-me nom me ligar a internet nem nom subir nada à web nem às redes de telefonia. serei capaz de estar das 00:00 às 23:59 sem aceder ao correio, facebook, foros, blogs e demais caralhadas? é possível ficar sem telefonar (salvo urgência obviamente) sem 'wassapear' nem 'iphonear', por descontado sem comprar nem consumir, e sem fazer gasto mais que no essencial? o reto nom é pequeno dada a inércia dos hábitos. à rua e a andar e falar coa gente ("passear cos vende-obreiros" que dixerom uns anarquistas :)

...é possível 'parar' um dia inteiro?

chocante "in this day and age".

o dito: todo um reto.

29M (já que S. perguntou...)

respeito que nom se participe no sistema, que nom se acredite nos partidos, nos sindicatos, nos sindicalistas nem no sindicalismo. ou mesmo --o que para mim é pior-- na acçom sindical.

podo respeitar que nom acredites nas mobilizações convencionais nem em praticamente nada.

porém se um dia de greve geral, se justo um dia de greve geral tu fores trabalhar --e gente que estimo o tem feito--, esse acto nom o podo respeitar. em termos laborais, é difícil cair mais baixo. se umha greve é assunto sério --e desde hai dez anos já ouvim todas as escusas-clichés para nom fazê-la--, umha greve geral é algo maior aínda.

quando se chega a este extremo significa que temos que parar porque está a acontecer algo realmente grave.

e todas temos que parar.

justo esse dia. nisso consiste umha greve geral. em sair à rua e manifestar-nos conjuntamente.

sem desculpas.

se trabalhas esse dia atacas todas as trabalhadoras. se vais ao trabalho esse dia atacas toda a classe obreira e mais especificamente, atacas-me a MIM e, embora nom te dares conta, a TI mesma.

Era visto (em três passos)

1º: trola como um mundo cascada em La Voz

2º: ♫ alguéééém vai fazer caixaaa... ♪ toma austeridade! 300.000 € para desfazer umha obra practicamente acabada de fazer.

3º: ooooh! resulta que nom era certo... quase ninguém se dera conta...!

depois de eliminar a via exclussiva para o transporte público, continuam a desfazer... vindoura desfeita: o bulevar pablo picasso!?

Concerto das Avoas Filólogas!

Após quase ano e meio de início e ensaios, o 31 de março as Avoas Filólogas tocam pola primeira vez na Gentalha do Pichel (Compostela) às 21:30 horas. Escuita aqui o único tema gravado até agora:

A letra é de D. Ricardo Carvalho Calero:

Eu protesto contra mim mesmo
Eu já cansei de protestar contra os demais
Os demais não são piores do que eu sou

Os empresários não são piores que os operários
Os políticos não são piores que os seus votantes
Os sacerdotes não são piores que os seus fregueses
Os comandantes não são piores que os seus soldados

Tenho visto operários a dirigir empresas
Tenho visto votantes a gerir a presidência
Tenho visto fregueses a ministrar igrejas
Tenho visto soldados levar-nos até a guerra

E figérom o seu papel tão bem como o que antes figeram

Eu protesto contra mim mesmo

Eu protesto

 

Máis informaçom aqui.

google fai públicas as tuas pesquisas em internet

google som uns verdadeiros $%&#!. se tens a nova interface de gmail talvez nom encontres a ecrã de controlo. podes revertir temporalmente para a versom anterior de gmail e desde ali: parte superior direita, calca no teu nome de conta > configuraçom da conta > aceder ao historial web > apagar todo o historial web. e deixa o historial web em pausa. aínda assim vam a continuar aproveitando-se de quanto entrares em qualquer serviço web da companhia. obrigado por nada, google.

Hai agora um século

"The few own the many because they possess the means of livelihood of all ... The country is governed for the richest, for the corporations, the bankers, the land speculators, and for the exploiters of labor. The majority of mankind are working people. So long as their fair demands - the ownership and control of their livelihoods - are set at naught, we can have neither men's rights nor women's rights. The majority of mankind is ground down by industrial oppression in order that the small remnant may live in ease."

Helen Keller, da IWW, 1911